A ANTT atualizou os coeficientes da tabela do piso mínimo do frete rodoviário, adotando novo preço de referência do diesel em torno de R$ 7,33/L; os novos valores passaram a valer a partir de quarta-feira (28/10/2026). Como o piso é obrigatório, o reajuste encarece o frete contratado de qualquer empresa que move carga — indústria, distribuição e comércio.
O que mudou. A tabela do piso mínimo do frete é recalculada quando há variação relevante no preço do diesel, que é o principal item do custo rodoviário. Com o diesel S-10 pressionado — chegando à casa de R$ 7,3/L, perto do maior patamar do ano —, a ANTT elevou os coeficientes e fixou o novo preço de referência em R$ 7,33/L. Na prática, o valor mínimo legal a ser pago por viagem sobe.
Por ser piso obrigatório, o reajuste não é opcional: ele vira o novo chão do custo de frete contratado. Para a maioria dos clientes da Conceito — indústria e distribuição —, isso entra direto no custo de entrega (frete sobre vendas) e no custo de insumos (frete sobre compras).
Em operações com frete relevante no preço final — bebidas, alimentos, embalagens, materiais de construção, produtos de baixo valor agregado por tonelada —, cada reajuste de piso comprime margem ou força repasse. Quem tem frota própria sente pelo diesel; quem terceiriza sente pela tabela. O efeito é cumulativo com a bandeira tarifária de energia e com a alta das resinas já noticiadas no mês.
O que reajustou: o piso mínimo do frete rodoviário (tabela da ANTT), com novo diesel de referência a R$ 7,33/L. Quanto / desde quando: novos coeficientes em vigor desde 28/10/2026; o percentual varia por eixos, tipo de carga e distância (confirmar a faixa exata na resolução da ANTT). Impacto: eleva o custo mínimo legal do frete contratado — atinge custo de entrega e de compras de indústria, distribuição e comércio.
Alerta de ação (não parecer): revisar contratos de frete e cláusulas de reajuste atreladas ao diesel; renegociar tabelas e rotas (consolidação de cargas, otimização de ocupação, revisão de modal); e revisar a precificação para repassar o custo mínimo onde a margem não absorve. Quem tem frota própria deve reprojetar o custo por km com o diesel atual.