No pregão de 05/11/2026, o dólar comercial fechou perto de R$ 5,48 — o real no nível mais fraco em cerca de seis meses, segundo a imprensa — pressionado por forte queda das bolsas de tecnologia nos EUA e pela Selic mantida em 13,75%. O Ibovespa recuou 0,82%, aos 166.191 pontos.
O que aconteceu. O dólar comercial subiu e fechou por volta de R$ 5,48 em 05/11, com o real no patamar mais fraco em vários meses. O movimento acompanhou uma forte realização nas bolsas americanas — com quedas expressivas nos índices de tecnologia (Nasdaq) — somada à percepção fiscal doméstica e à manutenção da Selic em 13,75% ao ano pelo Copom na véspera. Na Bolsa, o Ibovespa caiu 0,82%, aos cerca de 166.191 pontos.
Por que o número oscila entre fontes. Cotações de fechamento comercial variam um pouco conforme o horário e a fonte (por volta de R$ 5,48 a R$ 5,50 nesse pregão). Para efeito de contrato, contabilidade e fechamento de câmbio, a referência é a taxa PTAX do Banco Central — é nela que o empresário deve se basear, e não na manchete.
Um real mais fraco encarece tudo que é cotado em dólar: matéria-prima e insumos importados, componentes, máquinas, fretes internacionais e itens com preço atrelado à paridade de importação. Para a indústria, pesa em cadeias dolarizadas — de resinas plásticas e aço a componentes eletrônicos. Para o comércio e a distribuição, encarece o produto importado e a reposição de estoque. Com o juro alto ao mesmo tempo, fica mais caro financiar esse estoque mais caro.
O que mudou: o dólar fechou perto de R$ 5,48 em 05/11 (real no nível mais fraco em ~6 meses), puxado por queda externa e Selic mantida em 13,75%. É um movimento de mercado, não uma mudança estrutural — mas um alerta de custo concreto.
Ação prática (alerta, não parecer): revise a precificação de itens dolarizados e a política de repasse; avalie travar/proteger (hedge) parte das compras em moeda estrangeira e antecipar insumos críticos se houver risco de alta adicional; renegocie prazos com fornecedores de itens importados; e, no caixa, aperte o ciclo financeiro para não financiar estoque caro com crédito caro. Baseie contratos e orçamentos na PTAX do Banco Central, não na cotação de manchete.