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Açúcar cristal fecha a semana em R$ 123,16 no CEPEA; ácido cítrico acumula alta no 2º trimestre

Indicador paulista subiu 1,68% no mês e o balcão externo foi mais forte; acidulantes seguem em patamar elevado na Ásia.

Publicado em 12/10/2026 · Fontes: CEPEA/ESALQ (série até 09/10/2026) e ChemAnalyst (2º trimestre de 2026)
Fonte oficial: Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ — São Paulo · ChemAnalyst — Citric Acid

O açúcar é o principal insumo de custo de um refrigerante tradicional, e o ácido cítrico, o acidulante mais usado. Esta edição reúne as leituras mais recentes dessas duas referências, datadas, com a tendência de cada uma.

Açúcar cristal: CEPEA/ESALQ

DataSP (R$/saca 50 kg)Var. diaVar. mêsSantos FOB (R$)
05/10122,78-0,48%1,37%135,75
06/10122,58-0,16%1,21%135,02
07/10122,580,00%1,21%136,50
08/10122,600,02%1,22%133,25
09/10123,160,46%1,68%132,99

O indicador de São Paulo fechou a semana em R$ 123,16 por saca de 50 kg (US$ 24,71), com alta de 1,68% no mês. A leitura de 02/10, publicada na edição anterior (R$ 123,37), indica estabilidade na semana, com variação de cerca de -0,2%. O açúcar cristal para exportação em Santos (FOB) está em R$ 132,99, alta de 5,87% no mês, o que mantém um prêmio de cerca de 8% sobre o mercado paulista e sustenta o preço interno.

Mercado interno estável na semana, com mercado externo mais firme: o preço ao fabricante de refrigerante tem piso mais alto.

Ácido cítrico: última leitura disponível

A leitura mais recente localizada na ChemAnalyst refere-se ao 2º trimestre de 2026: China a US$ 803/t em junho (índice trimestral +33,85%); Coreia do Sul com média de US$ 882,33/t no trimestre (T1: US$ 698,00/t, alta de 26%); e Índia a US$ 1.080/t. A fonte atribui a alta à demanda de exportação chinesa, à reposição de estoques antes da temporada de bebidas e a custos de milho e energia. Não foi localizada leitura de 3º trimestre na data desta edição.

Efeito sobre custos

Com o dólar abaixo de R$ 5,03, o custo em reais do ácido cítrico importado é atenuado, mas a alta em dólar no 2º trimestre ainda pode estar chegando aos contratos. Para o açúcar, o fator relevante é o diferencial entre exportação e mercado interno.

Leitura da Conceito

Para o estoque de verão, o ponto é a janela de compra: açúcar estável no interno e câmbio mais baixo favorecem fechar contratos agora, antes que o prêmio externo se transmita ao preço paulista. Para acidulantes, recomenda-se renegociar com base na leitura do 3º trimestre, quando disponível, e não na do 2º.

Pontos-chave

Fontes: CEPEA/ESALQ-USP (licença CC BY-NC 4.0); ChemAnalyst. Conteúdo autoral da Conceito.

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