O açúcar é o principal insumo de custo variável do refrigerante tradicional. No início de junho de 2026, o Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ (cor Icumsa 130 a 180, à vista, São Paulo) operava em torno de R$ 93,24 por saca de 50 kg, alta marginal de cerca de 0,3% sobre a semana anterior. O mercado físico segue com liquidez baixa: os negócios nas usinas paulistas estão lentos, com vendedores e compradores em compasso de espera.
O comportamento de junho combina dois vetores: de um lado, a oferta da nova safra de cana no Centro-Sul tende a abastecer o mercado interno; de outro, a paridade de exportação e o câmbio funcionam como piso para os preços domésticos. Para o fabricante de refrigerantes, o intervalo atual representa janela de previsibilidade de custo — favorável a travas de compra e a contratos de fornecimento de médio prazo.
Do ponto de vista de gestão, o indicador semanal CEPEA/ESALQ é a referência de mercado a acompanhar para decisões de hedge e de timing de compra. Movimentos bruscos costumam vir da combinação clima/safra com o mercado internacional de adoçantes — daí a relevância de monitorar o indicador de forma contínua, e não pontual.
Fonte: Indicador do Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ — CEPEA-Esalq/USP (referência de mercado, início de junho/2026).