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Insumos do Setor de Refrigerantes

Açúcar sobe em outubro; PET e ácido cítrico seguem pressionados

Cepea/Esalq mostra alta do cristal em São Paulo; referências de resina e acidulante datam de junho.

Posição em 02/10/2026 · Fontes: Cepea/Esalq, ChemAnalyst

Açúcar cristal: alta de 2,3% na semana

O Indicador do Açúcar Cristal Cepea/Esalq (São Paulo) fechou a 2 de outubro em R$ 123,37 por saca de 50 kg, com alta de 1,77% no dia. Na semana (de 25/09, R$ 120,62), a valorização foi de cerca de 2,3%; desde 21/09 (R$ 120,13), de 2,7%.

DataR$/saca 50 kgVar. dia
02/10123,37+1,77%
01/10121,23+0,09%
30/09121,12-0,12%
29/09121,27+0,86%
28/09120,24-0,32%
25/09120,62-0,42%

Tendência: de alta. O mercado atribui parte do movimento ao risco climático no Brasil, que levou o açúcar a máximas de um ano e meio na bolsa de Nova York.

O açúcar cristal é o principal insumo dos refrigerantes. A alta de cerca de 2% a 3% em duas semanas é moderada, mas indica direção de custo para o pico de verão.Leitura Conceito sobre a série Cepea/Esalq

Resina PET grau garrafa: tendência de alta, dado mais recente é de junho

A leitura mais nova que localizamos nas fontes fixas é a da ChemAnalyst para o 2º trimestre de 2026 (junho): na América do Sul, o preço médio foi de US$ 1.525,33 por tonelada, com alta de 27,82% sobre o trimestre anterior, e o spot de junho em US$ 1.553,0/t. Os fatores citados foram restrição de importações, custo de MEG e PTA e demanda sazonal de bebidas. Não encontramos leitura mensal mais recente até o fechamento; a defasagem é de aproximadamente três meses e o dado deve ser lido como referência de tendência, não de preço atual.

Ácido cítrico: pressão de custo e frete

A referência mais recente é a de junho de 2026 (2º trimestre): China em US$ 803/t; Argentina, US$ 970,67/t (+27,66% sobre o trimestre anterior); EUA, US$ 1.032/t (+26,70%); Europa, US$ 964/t (+25,14%). A ChemAnalyst cita frete transpacífico, milho e energia mais caros e reposição pré-verão. Mesma ressalva de defasagem do PET.

Câmbio e juros no custo dos insumos

Com o dólar em R$ 5,22 (PTAX de 02/10: R$ 5,2238), PET e ácido cítrico importados custam menos em reais do que no início do ano — o câmbio acumula queda de cerca de 5% em 2026 —, o que amortece parte da alta em dólar. Já a Selic de 13,75% mantém caro o financiamento do estoque de pré-safra de verão.

Leitura da Conceito

Os três insumos apontam para cima em dólar ou reais. O câmbio ajuda, mas não elimina a pressão. A recomendação é antecipar compras de PET e açúcar para o pico de verão, quando o capital de giro permitir, e revisar o repasse de custo no canal.

Ponto de atenção: a ausência de leitura mensal recente de PET e ácido cítrico nas fontes fixas deve ser suprida com cotação direta de fornecedores.

Pontos-chave

  • Açúcar cristal Cepea/Esalq SP: R$ 123,37/sc em 02/10; alta de ~2,3% na semana.
  • PET sul-americano: US$ 1.525/t no 2º tri/2026 (+27,8% tri/tri); dado de junho.
  • Ácido cítrico: China US$ 803/t; Argentina US$ 971/t no 2º tri/2026.
  • Dólar R$ 5,22 amortece custo importado.
  • Selic 13,75% encarece estoque.

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