Quatro altas seguidas levam o indicador paulista a +2,1% na semana; para PET e acidulantes, as leituras públicas são de junho e setembro.
O indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ (São Paulo) fechou a semana em R$ 125,74 por saca de 50 kg em 16 de outubro de 2026, a maior leitura da série de dez pregões consultada e alta de 2,1% sobre os R$ 123,16 de 9/10, data da edição anterior. Houve alta em quatro pregões consecutivos, de 13 a 16/10. Já a resina PET e o ácido cítrico não têm leitura pública mais nova que junho (PET) e setembro (ácido cítrico) nas fontes de referência.
| Data | Indicador (R$/saca 50 kg) | Variação diária |
|---|---|---|
| 02/10 | 123,37 | +1,77% |
| 05/10 | 122,78 | -0,48% |
| 06/10 | 122,58 | -0,16% |
| 07/10 | 122,58 | 0,00% |
| 08/10 | 122,60 | +0,02% |
| 09/10 | 123,16 | +0,46% |
| 13/10 | 123,78 | +0,50% |
| 14/10 | 123,94 | +0,13% |
| 15/10 | 124,68 | +0,60% |
| 16/10 | 125,74 | +0,85% |
A cobertura setorial de 14/10 descreve leve elevação no mercado spot paulista, em movimento que se arrasta desde o fim de julho, com o câmbio limitando o repasse da alta externa. Na semana, o indicador acumulou +2,1% (de 123,16 para 125,74). Para quem fecha contratos de açúcar de refrigerante, o movimento é pequeno em termos percentuais, mas contínuo, e coincide com o início da formação de estoque para o verão.
A leitura mensal mais recente disponível publicamente é a de junho de 2026, da ChemAnalyst: PET no Brasil a US$ 1.553/t, após alta de 27,82% no índice do 2º trimestre sobre o 1º (média de cerca de US$ 1.525/t no trimestre, contra cerca de US$ 1.193/t FOB Santos no 1º trimestre), com viés de firmeza por insumo petroquímico e logística. Outra base consultada (IMARC) cita US$ 1.080/t para o Brasil em junho, também em alta; as metodologias diferem, o que reforça a necessidade de cotar diretamente com os fornecedores. Não há leitura pública de julho a setembro nas fontes consultadas.
A referência de setembro de 2026 (Business Analytiq) traz o ácido cítrico estável frente a agosto em todas as regiões: Nordeste da Ásia a US$ 0,91/kg (US$ 910/t), Sudeste Asiático a US$ 1,23/kg, América do Sul a US$ 1,34/kg e América do Norte a US$ 1,54/kg. Em base mais antiga, a ChemAnalyst registrava a China a US$ 803/t em junho, com alta de 33,85% no 2º trimestre. A leitura mais recente, portanto, é de estabilidade em patamar elevado depois da forte alta do 2º trimestre.
| Insumo | Referência mais recente | Data | Tendência |
|---|---|---|---|
| Açúcar cristal (CEPEA/ESALQ, SP) | R$ 125,74/saca 50 kg | 16/10/2026 | Alta (+2,1% na semana) |
| Resina PET (Brasil, ChemAnalyst) | US$ 1.553/t | Jun/2026 | Firme (2º tri +27,8%) |
| Ácido cítrico (Nordeste da Ásia) | US$ 910/t | Set/2026 | Estável sobre agosto, em patamar alto |
O açúcar é o único dos três com leitura semanal, e aponta para cima. PET e ácido cítrico exigem cotação direta, porque os índices públicos são defasados ou de base internacional. Com o dólar a R$ 5,07, o custo em reais dos insumos importados fica menos favorável que na edição anterior. Recomendamos fechar contratos de açúcar em lotes escalonados até dezembro, validar o preço de PET e de acidulante com pelo menos dois fornecedores e incluir a variação cambial como cenário na formação de preço do verão.
Fontes: Notícias Agrícolas — Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal · CEPEA/ESALQ · Folha Agrícola (14/10/2026) · ChemAnalyst — PET · IMARC — PET · Business Analytiq — ácido cítrico · ChemAnalyst — ácido cítrico. Conteúdo autoral da Conceito a partir de fontes públicas e oficiais.