A resina PET é o segundo grande insumo do refrigerante — domina a embalagem descartável. O cenário de 2026 mapeado pela ABIPLAST é de pressão de custo e reorganização da cadeia. No primeiro semestre, o mercado brasileiro de resinas termoplásticas viveu um dos maiores choques de preço recentes: polipropileno, polietileno e PVC acumularam altas que chegaram a 80% desde o fim de fevereiro, com risco de desabastecimento em parte das cadeias. A maior disponibilidade de petróleo no mercado internacional aponta, daí em diante, para estabilização ou recuo gradual.
No recorte de reciclagem, o PET é a resina de maior participação no volume reciclado nacional, com cerca de 38,7%, à frente do PEAD (20,9%) e do PP (18,2%) — posição relevante porque a regulação de embalagens e as metas de conteúdo reciclado (PCR) recaem com força sobre o segmento. A indústria do plástico projeta faturamento próximo de R$ 168 bilhões em 2026, sinal de um setor que cresce mesmo sob volatilidade de preço.
Para o fabricante de refrigerantes, a combinação é desafiadora: custo de resina virgem volátil no curto prazo e obrigação crescente de incorporar PET reciclado (rPET) no médio prazo. A recomendação prática é dupla — proteger-se da volatilidade via contratos indexados e diversificação de fornecedores, e estruturar desde já o suprimento de rPET com qualidade food-grade, antecipando-se às metas regulatórias de conteúdo reciclado.
Fonte: ABIPLAST — Associação Brasileira da Indústria do Plástico (abiplast.org.br), dados de 2026 sobre preço de resinas, reciclagem e perfil do setor.