Levantamento divulgado em 24/09/2026 aponta que 40,71% das empresas do Regime Normal não atingiram conformidade plena com IBS e CBS no 1º semestre de 2026 — e, pior, o ritmo de adequação desacelerou. O maior gargalo está nas notas de serviço.
Estudo da plataforma Qive, com base na análise de 226 milhões de notas fiscais (jan–jun/2026), noticiado pelo MixVale em 24/09/2026. Status: dado de estudo privado de mercado (informativo) — não é norma nem ato oficial de governo. Os percentuais refletem a metodologia do estudo e servem como termômetro de adequação, não como estatística oficial da Receita.
Segundo o levantamento, cerca de 40,71% das empresas do Regime Normal — aproximadamente 137,3 mil CNPJs — ainda não haviam alcançado conformidade total com as regras de IBS e CBS no 1º semestre de 2026. Mais preocupante que o número absoluto é a tendência: o ritmo de adequação teria desacelerado 52,8% entre o 1º e o 2º trimestre, sinal de que a curva de aprendizado empacou. O ponto crítico está nas notas de serviço eletrônicas (NFS-e), com 71,65% dos documentos ainda inadequados.
| Indicador (estudo Qive, 1º sem/2026) | Valor |
|---|---|
| Empresas do Regime Normal sem conformidade plena | 40,71% |
| • Aproximadamente, em nº de CNPJs | ~137,3 mil |
| Desaceleração do ritmo de adequação (1º→2º tri) | -52,8% |
| Notas de serviço (NFS-e) ainda inadequadas | 71,65% |
| Base analisada (notas fiscais) | 226 milhões |
A NF-e (mercadorias) tende a evoluir mais rápido porque o preenchimento dos novos campos de IBS/CBS já está mais maduro nos ERPs. Já a NFS-e é mais fragmentada — muitos municípios, emissores e sistemas diferentes — e concentra o maior atraso. Para empresas de serviços ou com forte componente de serviço na operação, esse é o ponto que mais ameaça a qualidade do documento fiscal e, por consequência, o crédito da cadeia.
Vale lembrar o contexto: em 2026 muitas validações automáticas e penalidades foram adiadas, mas a obrigação de informar os campos de IBS/CBS permanece. Ou seja, quem está entre os ~40% pode não estar sendo autuado hoje, mas está acumulando um passivo de dados que cobrará seu preço quando a rejeição de notas e as multas entrarem em regime pleno. O tempo de folga é justamente a janela para arrumar a casa.
Esse dado dá tamanho a algo que vemos na prática: a maior parte das empresas trata a Reforma como um problema de 2027, quando ela já é um problema de dados de 2026. Um documento fiscal mal preenchido hoje é crédito perdido e retrabalho amanhã — e a NFS-e é onde o buraco é mais fundo.
No diagnóstico da Conceito, medimos a conformidade real do cliente antes de qualquer autuação: checamos o preenchimento dos campos de IBS/CBS nas NF-e e NFS-e, identificamos os pontos de maior inadequação e priorizamos a correção pelo impacto em crédito e caixa. O objetivo é simples — não deixar o cliente na estatística dos 40%, e sim usar a janela sem penalidades para chegar em 2027 com a casa arrumada.